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Tratamento de Água
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Legislação e Tratamentos de Água e Efluentes para Reuso

Tratamento de Águas para Reuso

Reuso de Água

A abundância de água no Brasil nunca trouxe grandes preocupações exceção aos setores que se utilizam de água como matéria-prima ou com influência direta sobre o produto final. Atualmente, entretanto, com o surgimento de problemas de poluição de água nos grandes centros urbanos, começa a haver um maior interesse e preocupação. A legislação, que vai tomando forma, introduziu como um de seus principais instrumentos a cobrança pelo uso da água e tem conduzido muitas indústrias e estabelecimentos comerciais à busca por um novo modelo de gerenciamento da água. O reuso se torna não apenas uma forma de garantir seu crescimento, mas de sobrevivência.

Reuso Industrial e Parâmetros: A indústria que consome hoje água potável poderia utilizar uma água de qualidade mais baixa e barata. Abaixo, alguns exemplos de qualidade de água requerida pela indústria (parâmetros em mg/litro ou especificado):



Indústria
Cor (UH)
Alcalinidade (CaCO3)
Cloreto
Dureza
Fe
Mn
NH3
pH
S
SDT
SST
Silica
Calcio
Mg
BicarBonato
Têxtil
5
   
25
0,1-0,3
0,06-0,01
2-10
100
5
Papel e Celulose
10-30
 
200-1000
Até 100
Até 1,0
Até 0,5
6-10
10
50
20
12
Plásticos e Resinas
2
1
0
0
0,005
0,005
0
7,5-8,5
1,0
2,0
0,02
0
0,0
0,1
Sabão e Detergentes
5
50
40
130
0,1
0,1
150
300
10
30
12
60
Tintas
5
100
30
150
0,1
0,1
6,5
125
270
10
37
15
125
Laminação Ferro
             
5-9
10
Frutas/Vegetais Enlatados
5
250
250
250
0,2
0,2
10
6,5-8,5
250
500
10
50
100

(UH – Unidade Hazen) | SST – Sólidos em Suspensão Totais | DT – Sólidos Dissolvidos Totais

Da mesma forma, a qualidade de água requerida para as torres de resfriamento e caldeiras, onde ocorre forte consumo por evaporação, poderia ser de uma qualidade diferente da água potável: Concentração Recomendada (mg/L) para Reuso de Água de Resfriamento e de Caldeira

Parâmetro
Agua de Resfriamento
Caldeira Baixa Pressão (< 10bar)
Caldeira Média pressão (10-50 bar)
Caldeira Alta Pressão (>50 bar)
Cloretos
500
Sólidos Dissolvidos Totais
500
700
500
200
Dureza
600
350
1
0,07
Alcalinidade
350
350
100
40
pH
6,9 a 9
7 a 10
8,2 a 10
8,2 a 9
DQO
75
5
5
1
Sólidos Suspensos Totais
1000
10
5
0,5
Turbidez (UT)
50
X
X
X
DBO
25
X
X
X
Compostos Orgânicos
1,0
1
1
0,5
Nitrogênio Amoniacal
1,0
0,1
0,1
0,1
Fosfato
4,0
X
X
X
Sílica
50
30
10
0,7
Alumínio
0,1
5
0,1
0,01
Cálcio
50
0,4
0,01
Magnésio
0,5
0,25
0,01
Bicarbonato
24
170
120
48
Sulfato
200
Cobre
X
0,5
0,05
0.05
Zinco
X
0,01
0,01
Extração em Tetra cloreto de carbono
X
1
1
0,5
Sulfeto de Hidrogênio
X
Oxigênio Dissolvido
x
2,5
0,007
0,0007

Em residências, grande parte da água usada pode ser facilmente tratada (águas cinza). No mundo todo há uma tendência ao reuso destas águas reduzindo sensivelmente os custos das contas de água.

Reuso Água Cinza - Água Residencial

Reuso de água Residencial

Em residências o consumo de água é mais ou menos proporcional a nível mundial e a maior parte passível de tratamento in loco e reaproveitável. Independente da região e classe social envolvida o volume de água tratável para reuso se situa entre 70 e 90 do total.

A possibilidade de reuso se dá através do tratamento de água cinza, derivada do tanque, chuveiro, máquina de lavar e lavatório:



Consumo de Água (%)
Casa Populares Brasil
Prédio Brasil
Dinamarca
Austrália
Chuveiro
55
28
20
Bacia Sanitária
5
29
20
32
Torneiras
26
Maquina Lavar Roupa
10
Lavatório
6
5
Pia de Cozinha
17
5
7
Tanque
6
Maquina de Lavar Louça
5
20
Maquina Lavar Roupa
11
9
15
23
Chuveiro
Lavagem de Carro
10
Chuveiro/Banheira
33
Outros
3
Possibilidade de Reuso (%)
92
71
70
68

Reuso de Água em Domicilios

A legislação brasileira conta com parâmetros de qualidade para a água de reuso; as leis publicadas para água de chuva, água cinza e esgoto sanitário são dadas abaixo:

Água de Chuva
Água Cinza
Esgoto Sanitário
Contenção
Lei nr 13.276/2002 São Paulo/SP
Uso Predial
Lei nr. 10.785/2003 – Curitiba/PR Lei nr. 13.276/2002 – São Paulo/SP Lei nr. 6.345/2003 – Maringá/PR
Lei nr. 10.785/2003 – Curitiba/PR Lei nr. 6.345/2003 – Maringá/PR
NBR 13.969/1997
Urbano
Lei nr. 6.076/2003 – Maringá/PR Lei nr. 13.309/2002 – São Paulo/SP NBR 13.969/1997

O reuso de água servida ou água resultante do processo de tratamento de esgotos deve atender as instruções contidas na Norma ABNT 13.969 / 97.

NBR-13.969/97 - ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97
NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97
NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97
NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97
NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97
NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97
NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97
NBR
13.969/97
 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR
13.969/97

Obs.: (1) Classe 1- Lavagem de carros e outros usos que requerem o contato direto do usuário com a água, com possível aspiração de aerossóis pelo operador incluindo chafarizes (2) - Classe 2 - Lavagens de pisos, calçadas e irrigação dos jardins, manutenção dos lagos e canais para fins paisagísticos, exceto chafarizes (3) Classe 3 - Reuso nas descargas dos vasos sanitários. A classe 3 é normalmente atendida pelas As águas de enxágüe das maquinas de lavar roupas satisfazem o padrão, sendo necessário apenas uma cloração. (4) Classe 4 - Reuso nos pomares, cereais, forragens, pastagens para gados e outros cultivos através de escoamento superficial ou por sistema de irrigação pontual

O tratamento das águas cinza leva em conta os contaminantes principais que seriam: carga orgânica (DBO5), teor de enxofre (S) e contaminação microbiológica. A caracterização média de uma água cinza é dada abaixo:

Características das Águas Cinza

Parâmetro (mg/litro)
Lavatório
Chuveiro
Tanque
Maq. De Lavar
Cozinha
Misturada
DBO5 (mg/l)
400
200
850
250
1000
700
Teor de Enxofre (S)
200
200
1100
500
250
350
Coliformes Termo tolerantes
1,0E+02
1,0E+05
1,0E+03
1,0E+04
1,0E+05
1,0E+05

Obs.: 1) Em ambientes anaeróbios os sulfatos geram sulfetos podendo gerar odores na estocagem. 2) Comparativamente, o esgoto sanitário contém 1,0E+06 ou08 NMP microorganismos/100 ml, bem acima do nível da água cinza. 3) O nr. de coliformes termotolerantes ou fecais e dado em numero mais provável por 100 ml de água (NMP/100ml).4) Em termos de carga orgânica ou DBO o esgoto sanitário apresenta de 200 a 400 mg/litro de DBO5 portanto bem abaixo das águas cinza.

Parâmetros Limites para Reuso de Esgoto Sanitário, Regras de tratamento de águas cinzas para reuso. Brasil, Canadá, Alemanha e Japão:

Parâmetro (mg/l)
Fiesp*
Alemanha
Canadá
Japão
NBR 13.969 Item 5.6.4 Classe 3
pH
6-9
6-9
6 a 9
6 a 9
Cor (UH)
<=10
turbidez
<=2
< 10
Óleos e Graxas
<=1
1 a 2
5
5
DBO
<=10
Coliformes Fecais
Não detectáveis
20
30
10
<500
Compostos Voláteis
Ausentes
100
200
10
Nitrato
<=10
Nitrogênio Amoniacal
<=20
Nitrito
<=1
Fósforo Total
<=0,1
SST
<=5
30
30
SDT
<=500
20

* Manual de Conservação e Reuso de Águas em edificações – Classe 1 Coliformes Fecais (NMP/100ml) Turbidez (NTU)

Tratamento de Água Cinza para Reuso

Estação de Tratamento: Para reduzir drasticamente a elevada DBO (carga orgânica), se recomenda o uso de um reator anaeróbio de alta taxa que além de eficiente apresenta uma economia de energia reconhecidamente elevada por todos os profissionais da área. Na seqüência a SNatural conta ainda com um reator aeróbio de baixo consumo de energia e reduzido tamanho (alta eficiência) para controle da carga orgânica residual e para ajuda na retirada de cor, turbidez e de sulfetos. A seguir o processo conta com um flotador para separar algum lodo não processado, aeração do tratado e por fim é feita uma desinfecção por cloro ou por ultravioleta.

Água cinza > reator anaeróbio > reator aeróbio > Flotação > Desinfecção

Tratamento de Água de Reuso
Características:
  1. Pequena área;
  2. Fácil operação
  3. Baixo custo
  4. Instalação rápida

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