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Leito Flutuante 2017-10-10T19:09:39+00:00

Leito Flutuante

Lagoas aeradas com plantas aquáticas

Lagoas aeradas com Plantas Aquáticas são solução natural e tradicional para tratamento de diversos Efluentes industriais e esgoto doméstico.

As Lagoas de Plantas apresentam eficiência superior se comparadas a conhecidas técnicas como o filtro anaeróbio submerso, filtro aeróbio, filtro de areia, vala de infiltração e lodos ativados (NBR 13969/1997).

O sistema baseia-se na propriedade natural das plantas aquáticas desenvolverem microrganismos despoluidores em suas raízes limpando a água ao passar.

Por ser um processo aeróbio os coliformes fecais e outras bactérias de mesmo grupo são eliminadas e, ao mesmo tempo, pode-se processar a oxidação da amônia (NH4) transformando-a em nitrato (NO3), mais prontamente absorvido como nutriente por estas mesmas plantas. Da mesma forma, o fósforo, outra importante causa da proliferação de algas verdes (cianofíceas), é prontamente absorvido e retirado da água.

Abaixo se indicam faixas prováveis de redução de poluentes (em conjunto com tanque séptico) e comparação do o sistema de Lagoa com Plantas com outros métodos de tratamento de água (NBR 13969/1997):

Os valores limite inferiores são referentes a temperaturas abaixo de 15 °C e os superiores para temperaturas acima de 25°C; são considerados também fatores como manutenção e manejo; as taxas de remoção de coliformes não devem ser consideradas como valores de aceitação, mas apenas de referência, uma vez que 0,5% residual de coliformes podem representar centenas de milhares de organismos.

Em todos os índices de tratamento o sistema apresenta os melhores resultados de controle e principalmente em se tratando de nitrogênio/nitrato e fósforo. A lagoa com plantas é de operação simples, tem um custo operacional baixo, manutenção simples, não apresenta odor e pode ser considerada uma opção paisagística.

Características dos processos de tratamento

Dimensionamento da lagoa com planta aquática

A lagoa com plantas aquáticas deve ser dimensionada levando em conta a taxa de aplicação hidráulica por dia por unidade de área, deve ter uma profundidade média de 70 cm a 1,00 m e uma relação comprimento largura de 1:10. Devem conter telas/anteparos suspensos removíveis compartimentando a superfície da lagoa de modo a permitir um crescimento uniforme das plantas em toda a sua área. A distância entre os anteparos deve ser inferior a 10 m.

Detalhes construtivos e operacionais da lagoa com plantas aquáticas

Ao redor do dispositivo de saída do efluente deve ser instalada proteção com tela de material não corrosivo para impedir a saída das plantas junto com o efluente. Não deve haver irregularidade no fundo da lagoa.

A operação para manutenção da lagoa com plantas aquáticas consiste na remoção periódica das plantas ou da parte aérea com poda, de modo a manter uma população controlada e a manutenção do crescimento permanente, impedindo que a morte delas aumente da carga poluente na lagoa. Depois da coleta manual ou mecânica do excesso de plantas são misturadas com outros materiais após secagem ou compostagem e/ou introduzida diretamente no campo agrícola. A aeração é outro importante fator nesta metodologia de tratamento porque incrementa o processo, a a população de microrganismos e retira cheiro eventual.

Aeração:

Além da aeração natural na superfície da lagoa incrementamos o processo com aeração suplementar com ar difuso. O equipamento não deve levantar aerosóis ou ferir os peixes. O aerador com ar difuso e fluxo dirigido, assegura a circulação da água e o contato com as raízes. Mantém aerada e em movimento toda a água de um tanque ou lagoa de até 2 hectares por equipamento.

Os odores são reduzidos e melhoram as condições para os organismos aquáticos e processo dos Efluentes; aumenta a transparência e se reduz a DBO da água. Difusor de Ar: Este sistema de aeração em lagoas aeróbias ou facultativas segue a tendência de utilizar o ar difuso em substituição aos sistemas mecânicos de superfície de baixo rendimento.

Este sistema de aeração em lagoas aeróbias ou facultativas segue a tendência de utilizar o ar difuso em substituição aos sistemas mecânicos de superfície de baixo rendimento. A aeração é usada para evitar áreas de baixa circulação em lagos ornamentais e aqüicultura. Este equipamento alia eficiência com arraste de água, utiliza motores comuns de baixa manutenção e pode operar por anos.

O equipamento produz rastros de água oxigenada com mais de 20 m e elimina as zonas mortas do tanque proporcionando maior oferta de oxigênio por todo o tanque. Quando bem posicionado rapidamente inicia um movimento de circulação da água do tanque podendo mover ate 17 000 m3/dia.

O soprador esta conectado a um sistema de distribuição de ar, bolhas de 1 a 3 mm, formado por difusores planos formando uma grade de aeração produzindo de 800 a 1000 litros de ar/minuto/HP rebatida por uma parede inclinada dirigindo o fluxo para a frente, a alta velocidade, permitindo um tempo maior de contato com a água e facilitando a solubilidade do ar na água.

Cloração

A cloração faz parte de uma série de nativas para desinfecção do esgoto. Todos os efluentes que tenham como destino final corpos receptores superficiais ou galerias de águas pluviais, além do reuso, devem sofrer desinfecção. Esta deve ser efetuada de forma criteriosa, compatível com a qualidade do corpo receptor e segundo as diretrizes do órgão ambiental. Entre as nativas existentes temos a cloração e a radiação ultravioleta. Para o caso da cloração com hipoclorito, devem ser observadas as especificações constantes na NBR 11887. No caso da cloração, após o tempo de contato, uma concentração de cloro livre de pelo menos 0,5 mg/L deve permanecer.